quinta-feira, 27 de março de 2014

As cartas de Paulo II (de Romanos à Filemon) - Más conversações, contendas e heresias

 Esta é a segunda parte das cartas de Paulo onde será relatado sobre como proceder quando há contendas entre irmãos, bem como quando um irmão se desvia na fé.

"E rogo, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles." (Romanos 16.17)

Paulo exorta os irmãos da congregação a se desviarem, não terem contato com aqueles que, propositalmente, causam contendas, discussões contra o Evangelho, pois estes só querem glória para si, e não servem à Deus (Rm 16.18).
É nesta situação que a tolerância não deve ser colocada na frente da razão. Denegrir, distorcer o Evangelho é uma afronta à Deus e não deve ser tolerado.
Como João Calvino já dissera: "O cão late quando seu dono é atacado. Eu seria um covarde se visse a verdade ser atacada e continuasse em silêncio, sem dizer nada.".
Tolerar que o Evangelho seja distorcido é ser um covarde.
 "Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer (I Co 1.10)
A igreja de Corinto estava inquieta. Havia uma disputa interna entre os membros  da congregação, onde um queria se mostrar melhor que o outro por conta de quem os batizou e ensinou o Evangelho (I Co 1.11-15).
Mas Paulo ensinou que não importava isso. Importa é que Deus dá o crescimento (I Co 3.1-9).
Crentes imaturos que estavam causando contendas na congregação.
"Meninos em Cristo" que foram instruídos à crescerem.

"...aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra o outro." (I Corintíos 4.6b) 
 
Os coríntios acreditavam que a sua sabedoria de palavras era de tal ordem que o reino de Deus já havia chegado e se esqueceram de Paulo, que sofria ainda pela pregação do Evangelho.
Com relação a manter pecadores não arrependidos, e praticantes do pecado, na congregação. Paulo exortou "Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?'' (I Co 5.6).
A laranja podre, apodrece todas as demais, essa é a verdade.
Ao tolerar pecadores não arrependidos na congregação, dá-se vazão para que os símplices na fé tropecem.

"Mas, agora, escrevi que não os associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais." (I Coríntios 5.11)

Paulo novamente e sucinto e taxativo: não devemos nos misturar com os que se dizem cristãos, mas não agem como tal.
Nisso, não devemos colocar o "amar ao próximo e não julgar" se o próximo está causando danos à congregação e à sã doutrina.
Estaremos exercitando amor ao próximo quando rechaçamos quem peca, deliberadamente e não se arrepende, da congregação (I Co 5.13) e mantemos a ordem, cuidando que os fracos na fé não resvalem os pés e passem a ser incrédulos.
Lembrando que não se misturar com o falso cristão não significa alimentar sentimento de ódio eterno contra o mesmo. Afinal, ainda que se torne nosso inimigo, devemos amá-lo. Mas amá-lo não quer dizer tolerar seus erros, sendo que o mesmo não se arrepende.

"E até importa que haja entre vós heresias, para os que são sinceros se manifestem entre vós." (I Coríntios 11.19)

Se manifestem e tomem uma decisão contra a propagação de heresias.
"Guardai-vos dos cães, guardai-vos os maus obreiros, guardai-vos da circuncisão." (Fl 3.2)
Os que defendem cegamente que não se deve julgar o irmão, podem ter sérios problemas com as declarações de Paulo acerca de não nos misturarmos com os falsos crentes e, ainda mais por ter que rechaçá-los da congregação se continuam no pecado.
O amor à igreja e ao Evangelho de Cristo deve ser maior do que a ideia de "sentir empatia" por todos, independente se a pessoa está indo para o caminho errado.
Aqueles que tem medo de exortar quem erra, peca contra Deus.
Quem tem medo que a pessoa vá embora da congregação se for exortada, contribui para que a pessoa continue pecando e também ajuda a enfraquecer os neófitos.

"Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo." (Colossenses 2.8)

"Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que andar desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebeu." (II Te 3.6)
Manter a sua fé e a fé da congregação firme é primordial. A congregação não pode sofrer por conta de membros incautos e que querem minar a fé em Cristo.
"Mas, se alguém não obedecer a nossa palavra por esta carta, notai o tal e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe. Todavia, não o tenhais como inimigo, mas admoestai-o como irmão." (II Te 3.14-15)
Admoestar, exortar, corrigir, repreender, mas nunca deixar que o pouco fermento levede toda a massa.
Nas igrejas modernas, muitas veem tais membros como simples incrédulos que hora ou outra, por estarem frequentando a igreja ainda, vão retornar à fé, mas não os exortam.
Aquele que age como um não convertido na igreja, mesmo já tendo professado ser cristão, deve ser exortado.
"Como te roguei,, quando parti para a Macedônia, que ficasse e Éfeso, para advertires a alguns que não ensinem outra doutrina, nem se deem à fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora." ( I Tm 1.3-4)

'Se alguém ensina alguma doutrina e se não confirma com as sãs palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, contendas de homens corruptos de entendimento e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho. Aparta-te dos tais." (I Timóteo 6.3-5)

"Mas evita falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade." (II Tm 2.16)
Afastar-se das más conversações que distorcem o Evangelho.
Algumas pessoas dão ouvidos às más conversações sob o pretexto de "estarem aprendendo sobre o que o outro pensa, para poder refutá-lo", mas isso não é necessário se fazer. O conhecimento bíblico por si só já é suficiente para refutar uma falsa doutrina (II Tm 3.16-17).
Além de que, ao fazer isso, corre-se o risco de perverter-se na fé.
"E rejeita as questões loucas e sem instrução, sabendo que produzem contendas." (II Tm 2.23).

"De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso de honra, santificado e idôneo para uso do Senhor e preparado para toda boa obra. "(II Timóteo 2.21)

Texto: Jéssica Moraes

Material utilizado: Bíblia de Estudos defesa da Fé

segunda-feira, 17 de março de 2014

Quem não é comigo, é contra mim.

Se a pessoa não é cristã, que crê em Cristo, logo não é filha de Deus.(1 Jo 4.15; 1Jo 5.12; Jo 1.12)
Todos somos criaturas de Deus, mas quando se trata de relacionamento com Deus, então há divisão entre: filhos de Deus e filhos do diabo.
E nisso, não importa se você se considera uma pessoa boa.
Ser cristão, ter o Espírito de Deus, é o pré-requisito para se ter qualquer relacionamento com Deus.
Alguns apelam para a frase " Deus é amor" por crerem que o atributo divino do amor irá poupá-los do julgamento prometido para os que desobedecem a Deus. Porém esta é uma inferência falsa.
Este atributo divino não contradiz os outros atributos de Deus. A Bíblia também diz que Deus é fogo consumidor (Hb 12.29), o que se refere à Sua Ira, Julgamento e Poder para destruir.
Não existe posição neutra: QUEM NÃO É DE DEUS, É DO DIABO (Mt 12.30; Jo 3.36)
Não precisa se colocar contra Cristo para ser declarado seu inimigo.
Alguns acham que por não falarem contra Cristo (mas também não serem cristãos), logo estão em posição neutra. Mas isso não existe com Cristo.
A Bíblia diz para orarmos a Deus, ao Deus que ama, mas se ira e que se compadece de quem quiser, e tem misericórdia de quem quiser.
Não se pode orar a um Deus diferente do Deus descrito na Bíblia e ainda se considerar um cristão.

Fontes - Livro Oração e Revelação - Vincent Cheung
Bíblia de Estudos Defesa da Fé

sábado, 8 de março de 2014

Por que a homossexualidade é errada? - John Piper

John Piper explica de forma rápida e coerente sobre o assunto: por que a homossexualidade é errada?


O que a Bíblia ensina sobre a homossexualidade? - Scott B. Rae

Por Scott B. Rae

No Antigo Testamento, a homossexualidade é inequivocamente condenada.
O sexo homossexual é proibido na lei (Lv 18.22; 20.13) e considerado uma abominação. Contudo, entre todos os atos sexuais ilícitos e listados em Levítico 18, a homossexualidade não é destacada como sendo diferente ou a mais merecedora de condenação do que qualquer outro pecado sexual. A atitude de Deus com relação à homossexualidade é retratada no juízo sobre Sodoma e Gomorra (Gn 19). Ezequiel inclui entre os pecados de Sodoma "abominações" usando a mesma palavra que Levítico 18 para descrever os atos homossexuais (Ez 16.43; Jd 7). A lei condena toda prática sexual homossexual, e não faz distinção entre relacionamentos homossexuais "pervertidos" e relacionamentos homossexuais "salutares".
A passagem essencial do Novo Testamento que trata da homossexualidade é Romanos 1.24-27 (cf. I Co 6.9; I Tm 6.10). Ela está no contexto dos que rejeitam a Deus como revelado na criação ou pela lei natural. É parte do argumento mais amplo de Paulo, pela universalidade do pecado e do juízo, apresentando a necessidade que o crente tem de ser justificado pela fé na morte expiatória de Cristo na cruz, apresentada em Romanos 4-5. Os que rejeitaram o conhecimento de Deus disponível e preferiram adorar os ídolos gregos e romanos, enfrentaram consequência no seu estilo de vida. Uma dessas consequências foi o comportamento homossexual. O apóstolo apelou para a ordem natural da criação para condenar o comportamento homossexual (cf. Rm 1.27).
O que é natural é objetivo e está baseado na criação, e não depende de uma orientação sexual individual. Os homens e as mulheres foram criados com uma tendência interior em relação à atração pelo sexo oposto, mas por causa do pecado, a raça humana desenvolveu o potencial da homossexualidade. Este potencial muitas vezes é percebido quando determinados fatores de desenvolvimento estão presentes.
Alguns sugeriram que o apóstolo pretendia condenar apenas determinados tipos de homossexualidade. Por exemplo, considerando o contexto da idolatria, alguns argumentaram que Paulo estava condenando a homossexualidade apenas no contexto da adoração idólatra. Uns sugeriram que Paulo desejava condenar a homossexualidade pervertida, como tr múltiplos parceiros e envolver-se em sexo homossexual não consensual. Outros, ainda, afirmam que Paulo estava objetando ao fato de as pessoas reverterem a sua orientação sexual natural, e agir de maneira que infringem a orientação de uma pessoa.
Há poucas evidências, no texto, de que o apóstolo pretendesse limitar o seu ensinamento a certos tipos de atividade homossexual. Na verdade, o apelo de Paulo a uma verdade universal sobre as relações sexuais conectadas à ordem da criação (conferir ensino de Jesus em Mt 19.4-6) deveria nos impedir de considerar esta passagem como limitada a certos tipos de comportamento homossexual e de considerar Paulo como culturalmente defasado em seu ensinamento.
O seu conhecimento apresenta um contexto apropriado para a avaliação de todos os relacionamentos sexuais entre pessoas do mesmo sexo.

Segue um breve vídeo do pastor John Piper explicando porque a homossexualidade é errada




Fonte: Bíblia de Estudos Defesa da Fé

quinta-feira, 6 de março de 2014

Eu repreendo e castigo a todos quantos amo - Ap 3.19-20

Apocalipse 3.19-20

E repreendo e castigo a todos quantos amo, sê, pois zeloso e arrepende-te.
Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo.
Bíblia de Estudos Defesa da Fé

Esta parte da carta à igreja de Laodicéia, que estava numa situação espiritual precária, pois ada de positivo foi dito aos seus membros, pois eram indiferentes à Deus: nem frios, nem quentes; nos remete à nós mesmos.
Somos frios, quentes, ou mornos?
Cristão só no falar, ou no agir também?
Se um morto espiritual e ainda assim frequentar uma igreja, faz de nós mornos.
Falar muito de Cristo em público e até mesmo ter atitudes cristãos só em público, mas quando sozinho, não conseguir dirigir louvor a Deus,, faz de nós, mornos
A vanglória, a luxúria, devem ser extintas de nossas vidas, pois atrapalham nossa adoração à Deus e nos tornamos mornos.
Deus nos repreende e exorta, como fez à Laodicéia, por nos amar.
Para muitos, exortar é sinônimo de ódio ou até mesmo, o tão dito , "recalque", inveja.
Deus não tem motivos pra se invejar de nós.
Não é possível Deus se misturar onde não há sequer a adoração verdadeira à Ele.
Nisso se fez necessária a exortação para que voltemos à santidade e humildade cristãs.
Não menosprezemos a exortação do Senhor. Pode ser motivo de tristeza no início, mas é para que produzamos frutos bons futuramente.